o que que tem de errado nisso? esta madrugada está garoando. uma garoa fininha. eu não sei o que fazer.
você sabia que isto dói? isso de ter sua voz apenas na lembrança. sim eu sei que você partiu ontem. mas por favor.
volte logo! não. não me peça para não ficar triste. me dê ao menos este direito...
:: Alexandro Chagas Florentino Segunda-feira, Abril 30, 2007 [+] ::
:: Segunda-feira, Setembro 11, 2006 ::
Alexandro Chagas Florentino
Fazer fazer sentido
- Aqui estou, enquanto isso, forjando uma letra que nem mesmo é minha. Ao forjá-la, forjo a mim mesmo.
Minha própria alma. - Sabia?
- A técnica não explica tudo meu caro. O sentir produz o sentido!
Construções prolixas de personagens infinitamente díspares e planas podem não dizer nada. Absolutamente nada. - Mesmo sendo tecnicamente perfeitos!
Heróis problemáticos em conflito com um mundo hostil podem falar muito.
- Basta sentir meu caro.
Quando ia começar a pensar em como arrumar este diálogo, que a muito não sai da cabeça, na introdução do filme que acordou pensando em fazer, foi interrompido por uma senhora gorda que sentara ao seu lado, e agora queria descer no próximo ponto.
- Meu filho, dá licença...
Chegou a pensar, devanear na verdade, que deveria começar com a tela preta, intercalando com algumas imagens durante o primeiro diálogo. Preto. Imagens das personagens conversando no buteco. Preto. Imagens de programas televisivos, filmes, alguns em preto em branco.
Mas foi interrompido. Acordou. Eram duas da tarde, numa cidade do interior do Estado do Rio de Janeiro, em plena segunda-feira. A especulação imobiliária fez e faz a cidade crescer cada vez mais pro alto, em todo canto brotam, da noite pro dia, prédios imponentes.
- Heróis problemáticos em conflito com um mundo hostil..., pensa não contendo um sorriso tímido ao olhar as ruas que vão ficando. O sol torra os miolos de todos que vagam feito zumbis pelas ruas. - Indo cuidar de suas vidas.
Volta para sua reflexão solitária, que tanto gosta, que tanto gosta de dizer que - o fetichismo da técnica não consegue - nunca - explicar por que nada a substitui.
- Somos seres solitários por natureza! Intui, em um salutar momento de distração, fazendo com que não dê a mínima ao fedor de baratas e à poltrona solta em que está sentado, no ônibus conhecido por um número, um único número, 7. Nunca entendeu, e nunca se preocupou em perguntar o porquê disso.
Dentro do ônibus faz tanto calor quanto nas ruas. As axilas suadas mancham as camisas. Todos mal humorados.
Num momento de descuido percebe, na rua, alguém que parecia não pertencer e nem estava pr'ali, entregue a um devir tristemente belo.
Seguindo um impulso irresistível, - Motorista, pare o ônibus!
Em poucos passos pára frente uma guria bela, diferente, olhos tristes.
- Qual seu nome?
Com desconfiança nos olhos, - Ana, por quê?
O calor parece que vai derreter todos que vagam pelas ruas. Os prédios, a grande massa de concreto não deixa o ar circular.
- Eu preciso falar com você. Eu tenho que te dizer umas coisas.
Com mais desconfiança nos olhos, - Mas eu preciso ir andando, to com pressa.
- Eu compreendo, posso te acompanhar? Sem esperar alguma resposta começa a andar e ela a seguir. - Eu preciso mesmo falar com você, caso contrário vão morrer dentro de mim as palavras. E só você pode escutar.
Com um olhar de espanto no lugar da desconfiança, - Diga!
- Você é uma pessoa linda. Você sabe disso, mas se esqueceu. Não te preocupes com que pensam os outros. Eles não merecem.
No meio dessas palavras sem sentidos, a sensação é de que, enfim, algo de bom acontece em meio ao monte de concreto. Rubra, pára no meio da rua e o encara.
- Por que você me diz todas estas coisas? Não basta o fato de não me conhecer?
Com seriedade no olhar e na fala, - Eu poderia cometer o clichê de dizer que seus olhos falam por ti, o que seria uma mentira deslavada. A verdade é que eu não sei, apenas sinto, sinto até as últimas instâncias. Eu te amo, é inconseqüente, eu sei. Mas eu te amo. É só!
Dando as costas em seguida, seguindo seu rumo. Um sorriso inconseqüente estampado no rosto e um alívio estampado no andar despreocupado.
Estática, ali ficou por um instante, sem entender o que lhe acontecera. Uma estranha vontade de sorrir era inevitável.
Alexandro F.
:: Alexandro Chagas Florentino Segunda-feira, Setembro 11, 2006 [+] ::
:: Quarta-feira, Julho 26, 2006 ::
Alexandro Chagas Florentino
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:: Alexandro Chagas Florentino Quarta-feira, Julho 26, 2006 [+] ::
:: Sexta-feira, Abril 21, 2006 ::
Alexandro Chagas Florentino
Fazer fazer sentido
Aqui estou, enquanto isso, forjando uma letra que nem mesmo é minha. Ao forjá-la, forjo a mim mesmo. Minha própria alma. - Sabia?
- A técnica não explica tudo, meu caro. O sentir produz o sentido!
Construções prolixas de personagens infinitamente díspares e planas podem não dizer, absolutamente nada. - Mesmo sendo tecnicamente perfeitos!
Heróis problemáticos em conflito com um mundo hostil podem falar muito.
- Basta sentir, meu caro.
Alexandro F.
:: Alexandro Chagas Florentino Sexta-feira, Abril 21, 2006 [+] ::
:: Domingo, Março 05, 2006 ::
Alexandro Chagas Florentino
Estamos chegando ao fim de mais um verão, época onde costumamos ficar com os ânimos a flor da pele, buscando a diversão, relacionamentos relâmpagos, "pegação". No entanto, publico este texto - "Meu verão inesquecível" - numa espécie de manifesto em favor do (re)estabelecimento da ternura, da verdade e outras coisas do tipo. Tudo isso embalado pela arte, pela música como religião reveladora, enfim...
Meu verão inesquecível
Lembrancinha
- O passado!? Ficou, apenas, uma lembrancinha. Lá no fundo!
- 2004 / 2005 -
Foi uma sensação que nunca tinha sentido. Foi no verão. Ao mesmo tempo que foi tudo muito simples. - Os dois. Dentro daquele ônibus. Os assentos apertados. Só ajudou. Bem mais próximos. Tão próximos. Eram apenas um! Recostados. Um no ombro do outro. Hora ombro, hora colo. - Comunhão! Pura e simples. A religião. A música!
- Sim. Eu sei que o verão é longo. Aliás, o inverno é bem melhor! Mas acredito. Acredito sim. São pequenos momentos. Apenas alguns. Fazem com que determinados períodos sejam sempre lembrados. Coisas ruins sempre acontecem. Mas só as boas. Ficamos marcados. Registramos somente as boas. Boas coisas!
Os pastores. Os padres. Os bruxos. As mães de santo. Enfim. Foram todos. Sempre os melhores. A fé. Sempre. A boa arte!
- Fones de ouvido -
Fones de ouvido, geralmente são duros. Desconfortáveis. Caros. Feios. Um pouco de tempo. Só um pouquinho que ficam nos ouvidos, machucam! Não dá pra dormir. Direito. Com eles. As orelhas latejam.
Escutar por um fone. Apenas um. - Que saco! Se gosta de música, detesta. Os detalhes. Eles que importam. Em um canal a bateria. A guitarra base. Do outro. Baixo. Guitarra solo. - Mas quem se importa? Apenas detalhes. Algo muito maior. De verdade. Acontece. Repartir. Da música. Da alma!
- Outubro de 1999 -
Creio que já falei. - Só alguns momentos importam! Ao menos, alguns momentos. Apenas. Ficam.
Vinte e dois de outubro. Tempra prata é atropelado por uma carreta. O motorista estava bêbado, apenas ficou ferido. O tempra. Capotou! A família - marido. Esposa. Filho. Sobrinha - todos morreram. A sobrinha, era minha namorada!
Sem dúvida. É marcante, até demais. Mas, nisso tudo. Outras coisas também marcaram. Coisas boas. - Será que existe coisa melhor do que se descobrir amigos de verdade? Não sei! Mas é bom pra cacete. - Você sabe o que é ter pessoas - pro que der e vier - ao seu lado na hora que mais precisa? - Eu sei! E isso foi no verão de 99.
Outros verões. Outros momentos sempre existiram. Sempre existirão. Mas pode ter certeza. Aqueles e esses momentos sempre ficarão. Bem lá no fundo. - Apenas uma lembrancinha! Outros virão...
:: Alexandro Chagas Florentino Domingo, Março 05, 2006 [+] ::
:: Quinta-feira, Dezembro 15, 2005 ::
Alexandro Chagas Florentino
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:: Alexandro Chagas Florentino Quinta-feira, Dezembro 15, 2005 [+] ::
:: Domingo, Outubro 30, 2005 ::
Alexandro Chagas Florentino
Mostra de Cinema Nacional
Esta ultima semana de outubro - 24 a 29 de outubro - aconteceu a 8ª Mostra de Cinema Nacional da Faculdade de Filosofia. A mostra teve como tema "Cine Arte Brasil", o que foi uma grande escolha. Os debates também tiveram grande destaque e muita participação dos alunos e professores.
Destaque, também, para o documentário "Fé", que foi exibido no ultimo dia, sexta-feira. Exibição que foi viabilizada por uma parceria com o projeto Cine BR em movimento, tendo o produtor Wagner Mazzega como debatedor.
A expectativa é que no ano que vem o projeto possa ser, novamente, parceiro do evento da faculdade.
Filme exibidos:
24/10 - Edifício Master
25/10 - Cronicamente Inviável
26/10 - Narradores de Javé
27/10 - 1,99 - um supermercado que vende palavras
28/10 - Fé
29/10 - 1ª Mostra de Curtas da FAFIC
:: Alexandro Chagas Florentino Domingo, Outubro 30, 2005 [+] ::
:: Quarta-feira, Agosto 31, 2005 ::
Alexandro Chagas Florentino
Sarau da Mutável no Rio
Dia 07 e 07 de setembro, Mutável Saralho Band no sebo Baratos da Ribeiro que fica na rua Barata Ribeiro em copacabana...
deve começar por volta das 19 hs
:: Alexandro Chagas Florentino Quarta-feira, Agosto 31, 2005 [+] ::
:: Quinta-feira, Julho 28, 2005 ::
Alexandro Chagas Florentino
O colecionador de histórias
Todo colecionador, primeiro passa a colecionar suas próprias histórias. Pode acreditar! Depois, elas não o satisfazem mais. Ele quer mais e mais. Mas sempre começa. Antes de se viciar. Por suas próprias.
- Pois é. Lembranças doem, algumas nem tanto. Porém outras...
- Vaya con Dios amigo! Jamais esquecerei estas palavras. Tantos já se foram. Agora chegou minha vez. Isso é estranho! Os anos vão se passando. A saudade do se sabe lá o que vai aumentando. Pode acreditar. Cada vez mais. Uns dias desse aí, me peguei assistindo a TV. Lembrando de como a musiquinha do intervalo do fantástico. Em minha infância. Me causava tanta aflição. Era o fim. Fim do fim de semana. Mas as coisas são assim mesmo. Tudo tem um fim!
- Vaya con Dios amigo!
- Uma vez ouvi uma senhora dizer. Na verdade, não lembro ao certo. - no final, todos nós curamos nossos sentimentos. Aqueles que a vida não cura, a morte dá cabo!
E não me venha com essa de que dona Ângela possui cascos. Ela sorriu pra mim...
Alexandro Chagas Florentino
www.terraplana.org
:: Alexandro Chagas Florentino Sábado, Maio 28, 2005 [+] ::
:: Sábado, Março 19, 2005 ::
Alexandro Chagas Florentino
Só pra constar...
ando escrevendo - mais pra linha do jornalismo mesmo - em um sítio denominado meu país!
uma olhadinha não vai fazer mal nenhum!
www.meupais.com meu primeiro texto neste sítio tem o título de Gastronomia do poder - sexo, verão e jornalismo.
:: Alexandro Chagas Florentino Sábado, Março 19, 2005 [+] ::
Olá pessoal,
está entrando no ar mais um especial Terra Plana, o aglomerado se reune mais uma vez pra escrever sobre o tema "saiu pra comprar cigarros"
e também considerando que se aglomerar não é o suficiente, o Terra Plana abre espaço para convidados e agregados em geral. O primeiro a aceitar o desafio é Rafael Caetano. Mais um que cai na rede!
visitem!
www.terraplana.org
:: Alexandro Chagas Florentino Segunda-feira, Fevereiro 14, 2005 [+] ::
:: Sexta-feira, Fevereiro 04, 2005 ::
Alexandro Chagas Florentino
Mais textos...? só depois do carnaval! heheh com coisa q eu atualizo isso aki com grande frequência... mas tá valendo!
:: Alexandro Chagas Florentino Sexta-feira, Fevereiro 04, 2005 [+] ::
:: Quarta-feira, Janeiro 12, 2005 ::
Alexandro Chagas Florentino
Concursos etc
Ae pessoal, não sei se vcs conhecem, alguns devem conhecer, mas encontrei um site bacana que tem uma espécie de calendário de concursos e eventos literários... vale a pena dar uma bisbilhotada!
o site: http://www.gargantadaserpente.com/encanta/index.shtml abraços
:: Alexandro Chagas Florentino Quarta-feira, Janeiro 12, 2005 [+] ::